Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Recomeçou?



Depois de em 2007 ter entrado num circo surrealista da comunicação social, começando pelo convite do Expresso (onde publicaram um artigo meu) passando pela entrevista da RTP (para o Jornal) e por um convite para escrever um livro de uma editora (que recusei) e terminando...pensava eu..., no convite para um debate na Rádio Clube Portugal, (que também recusei)... hoje, 2 anos depois, foi a TVI...

Sim.. novamente queriam entrevistar sobre o tema escutas telefónicas.

É incrível o que uma pequena apresentação que por algum motivo o Google mantêm a "pairar" entre o primeiro e terceiro resultados desde 2007 consegue fazer as maiores agências de comunicação social querer entrevistar um perfeito desconhecido.



Deixa também no ar a verificação que eles fazem, ou tentam fazer da capacidade de alguém para falar sobre um tema... será que o Google Rank já é uma medida da avaliação disso do ponto de vista deles?

Resta dizer que amavelmente recusei...

...os meus 5 minutos de fama foram em 2007, TVI... foi por pouco!

Domingo, Novembro 08, 2009

Ídolos


Não percebo, sinceramente não percebo.

Já não tenho paciência para mais ídolos bullshit... e não me entendam mal, eu até gosto de programas onde se tenta encontrar talento.

Achei que o Britain's Got Talent em cada edição foi melhorando, duma maneira brilhante... e que realmente, o que mostravam, era maioritariamente o talento.

Era isso que era focado, as pessoas que, passando ou não à próxima edição, mostravam alguma coisa... e não a malta a levar com um não humilhantemente humorístico

Depois olho para a SIC e só vejo passar a humilhação e falta de talento... dizem que é uma espécie de entretenimento.

A mim soa-me aquele fase da vida escolar onde os "bullies" mandam e o resto da malta é gozada, excepto as misses e os bad boys que são "os fixes".

Para brincar e ouvir cantar mal vou ao Karaoke com amigos, e rimos-nos em conjunto.


Mais uma vez devo ser eu que estou mal...

...linchamento nacional de sonhos de gente que (pensa que) sabe cantar é que divertido, hooray!

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Strike 3, you're OUT!



Quem se lembra do velhinho Napster?

A luta global das editoras contra a partilha na internet começou ai... pela primeira vez esqueceram os gravadores de K7, VHS e mais tarde CDs...

Começou uma guerra, com motivos, de parte a parte mas que nunca irá dar bons resultados... para cada medida punitiva haverá 20 maneiras de escapar... isso nota-se bem, afinal a guerra ainda dura e não parece ter fim à vista!

Acho que o medo das editoras de morrerem ainda não as fez perceber que... a internet é o futuro. Plain and simple.

A Apple foi a primeira empresa que teve essa visão e a concretizou... a loja de música!

Percebendo que não pagar nada é obviamente injusto, mas que nunca deixará de existir essa opção, parece-me que os big players estão a ir pelo sentido errado...

Face it, you can't win this fight! Adapt!

A medida mais inteligente, embora complexa, de todas seria existe uma taxa de internet acrescida. Quando comprava-mos um plano de dados, no contracto haveria a hipótese de pagar mais 10-15€ por mês o que tornava legal tudo o que fizéssemos download (ilegal)... a complexidade da medida era a divisão do dinheiro pelos artistas etc. Mas tendo em vista o que estão a gastar neste momento em dinheiro para combater os downloads ilegais.. até diria "it's a piece of cake"!

Quem não pagasse e sacasse, tinha então medidas punitivas, tanto podia ser o "strike 3" que a Europa infelizmente parece estar a adoptar e que diz que se fores apanhado a sacar 3 vezes, após os 2 primeiros avisos por carta, à 3º é cortado o acesso à internet automaticamente, sem ser necessário autorização de um juíz.

Ora bem, para deixar de sacar.. corta-se a net!

Como é que nunca pensei nisso...

...Para não roubar, corta-se as mãos, faz sentido! :-D

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

The Invention of Lying



Muitas vezes perguntamos-nos como seria se não houve mentiras...

Este filme dá uma visão muito interessante, e que faz pensar sobre o que é não existe mentira.. e sobre se ela é necessária ou não.

Neste filme, um homem, apenas um homem no mundo sabe mentir e aprende isso apenas a meio da sua vida...

Neste filme conseguimos ver as situações constrangedoras que evitamos com as "mentiras simpáticas" tornarem-se reais numa normalidade do ingenuamente verdadeiro, que se transforma no cómico pelo genial Ricky Gervais.

Vemos as pessoas num estado mais natural, ou menos socialmente convertido, como se aqueles momentos em que em crianças olhamos fixamente para uma pessoa com alguma deficiência ou dizemos "ele é gordo" tornarem-se banais.

Temos as situações caricatas em que dizemos coisas do foro intimo que nunca revelaríamos...

Percebe-se por ele que a mentira, mais que uma opção pessoal, é uma escolha social, que é usada na generalidade para evitar situações consideradas inconvenientes.

Se os meios justificam os fins... cabe a cada um julgar... eu diria que não, mas não sou ninguém para o dizer sendo que eu próprio o faço.


Viver neste mundo seria ao primeiro olhar muito "violento"...

...mas acho que preferia viver lá...

Domingo, Novembro 01, 2009

Vilões




Há um diálogo do Matrix que nunca esqueci, enquanto o Neo conversa com o Arquitecto...

"The Architect: The first Matrix I designed was quite naturally perfect, it was a work of art, flawless, sublime. A triumph equaled only by its monumental failure. The inevitability of its doom is apparent to me now as a consequence of the imperfection inherent in every human being. Thus, I redesigned it based on your history to more accurately reflect the varying grotesqueries of your nature. However, I was again frustrated by failure. I have since come to understand that the answer eluded me because it required a lesser mind, or perhaps a mind less bound by the parameters of perfection. Thus, the answer was stumbled upon by another, an intuitive program, initially created to investigate certain aspects of the human psyche. If I am the father of the Matrix, she would undoubtedly be its mother."


Nesta frase o arquitecto explica ao Neo porque é que ele vive numa simulação imperfeita, onde morrem pessoas, onda há injustiças, onde nem toda a gente é ou pode ser feliz...

É curioso que pode parecer uma afirmação apenas cinematográfica.. mas a verdade é que parece-me que é muito mais.

Desde pequenos adoramos ver desenhos animados... curiosamente em quase todos, pelo menos nos que geralmente tem mais sucesso, existem sempre dois lados, um branco e um preto (como diria o Locke), uma força boa e uma má a lutarem.

Existe sempre um vilão, e um herói.

A existência de um herói necessita da existência de um vilão, sem um vilão ninguém seria herói.

Vemos aqueles desenhos animados, e identificamos-nos com o herói, (espero eu, uma identificação contrária pode ser... complexa), queremos lutar com o vilão, e ganhar.


Porque existirá esta necessidade tão primária de haver um lado branco e um preto...

... e será que ela existe mesmo?


Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Amas realmente?



Hoje numa formação conclui que o meu desvio predominante de personalidade é o paranóide, seguido do obsessivo-compulsivo com um toque de fóbico.

Ironicamente baste certo com a filosofia de focar um inimigo para o fortalecimento da equipa de Carl Schmitt, que percebi que muitas vezes seguia (e que já tinha falado aqui).

Também percebi que provavelmente comecei por ter predominância de fóbico, passando depois a ter predominância de obsessivo compulsivo e por fim cheguei aqui.


Tocamos também na nossa limitação social lógica do amor.

Social e racionalmente limitamos o máximo de amor que temos por alguém, isto é, se podemos amar 100%, sendo que isso é deixar tudo por esse amor, viver para ele, por ele, ser o centro da nossa vida, darmos a vida por ele se for preciso... hoje em dia consideramos isso um exagero então limitamos essa capacidade para 80, 70, 60, 50%...

É fácil perceber que não chegamos aquele topo, porque se uma relação de 100% terminasse, passaríamos a odiar essa pessoa, segundo Sigmund Freud, duma maneira tão forte e intensa como a amávamos... aquele ponto em que em vez de darmos a vida por ela, apetecia mata-la.

Não chegando a esse ponto, Sigmund Freud diria que nunca amamos realmente.


Obviamente foi uma protecção nossa, social, racional... é curioso pensar nisto.. de como cada vez mais diminuimos as nossas capacidades, quase sempre propositadamente...


Diríamos que é para sermos mais saudáveis... talvez, mas será que também não é isso que está a levar a relações menos fortes, mais levianas que acontecem cada vez mais...



Por hoje chega de psico-análise...

...mas lá voltarei!

Sexta-feira, Outubro 23, 2009

Marketing



O pensamento que retenho de hoje, é algo que já tinha estudado e percebido.

O marketing responde a necessidades das pessoas...



...não as cria.

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

Filosofia perdida


Acabei hoje de ler este livro.

Confesso que já tinha saudades de ler. Estar a desfolhar concentrado num bom livro é das melhores coisas...

Ironicamente foi uma série que gosto bastante, (vá MUITOO), que me puxou para ler. Comecei por ler por curiosidade, "vamos lá ver o que sai daqui".

Confesso que tenho o hábito de comprar livros assim, gosto da capa, do tema, ou assim.. e levo para casa. Geralmente tenho sorte, porque saem livros mesmo interessantes, desta vez não foi excepção.

Alias, este livro foi muitíssimo interessante, para mim que gosto de filosofia, e mesmo de psicologia.

A verdade é que fala de conceitos base sobre como vemos o mundo, porque socialmente agimos assim e faz e tenta responder a todo um conjunto de questões como, "a nossa vida tem sentido?", "existe um criador?", tudo de um ponto de vista de gente que digamos que dedicou a vida a pensar bastante nisto, alguns dos mais famosos filósofos.

O fim confesso que me destruiu por uma linha de filosofia relacionada com o sentido da vida... mas não vale a pena falar muito disto, até porque ainda tenho a certeza que absorvi muito pouco do conhecimento, tenho que ler as obras mesmo deles.

A meio do livro, surgem vários conceitos que me parecem no entanto a não esquecer.. por exemplo o conceito de Carl Schmitt, (que um passado obscuro), que teorizou que é necessário haver um inimigo para a formação de uma sociedade.. por exemplo, considerarmos Espanha um inimigo vai fazer Portugal unir-se mais, o que achei muito curioso, e que percebi que de facto usava como metodologia de união, sem me aperceber.

O conceito de ideologia foi um que achei também interessante, sendo que uma ideologia é algo que é socialmente construido, parecendo ser a norma, sendo tomado como certo tornando-se um sistema de crenças que é tomado como a verdade.
Gostei especialmente da analogia em que falavam de uma ideologia ser um par de óculos com que vemos o mundo, nem nos apercebemos deles e parece a única forma de ver. Assim que percebemos que temos os óculos, a ideologia deixa de o ser, podendo ser conscientemente afastada.

Existe ainda a ética de amizade, em que se realça, um cliché, que um amigo ajuda outro sem que isso seja com intenção que da "próxima" seja ao contrário.

Outro dos momentos surpreendentes é quando São Tomás de Aquino surge mencionado, e refere uma citação da Bíblia "Está sempre pronto para dar uma explicação, a quem te peça uma razão para a tua fé" (1 Pedro 3:15), esta frase relaciona-se muito com a minha maneira de pensar, que se deve ter uma fé racional e tornou-se claramente a minha citação favorita da Bíblia (confesso que não tenho uma "relação" muito pacifica com ela, mas isso fica para outro dia..).

Existe ainda muito mais...

... mas deixo para quem gostar de LOST e de filosofia para ler...

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

Diabo na Cruz




Há algum tempo andava morto musicalmente.. ou seja, não surgia nenhuma música que realmente apelasse ao meu ouvido.

Hoje enquanto ouvia a Antena 3 surgiu uma pequena maravilha do nada, chamada Diabo na Cruz (podem ouvir aqui, recomendo o Loucos estão certos - letra da música).

Gostei do estilo louco e bem disposto...

...acho que estou viciado!

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Loop em vídeos do YouTube



Para quem gosta como eu de as vezes derreter o cérebro a fazer loop em vídeos de conteúdo musicalmente.. bom.. podem "por" um botão loop no YouTube.

Caso tenham o Firefox instalem o Greasemonkey e depois vão aqui instalar o Loopy et voilá aparece aquele botão da imagem muito agradável :-)

Para quem usa Opera pode adicionar aos "user scripts" o Loopy (não adiciono aqui detalhes, porque não uso Opera, mas basta googlarem e acham facilmente como o fazer).

Para quem não usa o Firefox nem Opera, pode usar isto.


Ide e loopai...

...podeis começar aqui.